segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Síndrome de Asperger
A síndrome de Asperger "caracteriza-se pelo mesmo tipo de anormalidades qualitativas de interacção social recíproca que tipifica o autismo, junto com repertório de interesses e actividades restrito, estereotipado e repetitivo" (OMS,1992).
Considerada como o transtorno mais evoluído sobre o continuum autístico, esta síndrome foi descrita pelo médico austríaco Hans Asperger em 1944, nomeando-a "psicopatia autista". Segundo Kaplan (1997), a descrição original inclui pessoas com inteligência normal e sem atraso no desenvolvimento da linguagem, porém com comprometimento da interacção social e estranheza no comportamento.
A causa desta síndrome é desconhecida, mas estudos familiares sugerem uma possível relação com o transtorno autista, o qual considera hipóteses genéticas, metabólicas e perinatais (Kaplan, 1997).
Nas anormalidades qualitativas de interacção social, percebem-se peculiaridades no comportamento não-verbal, falha no desenvolvimento de relações com seus pares em idade, falta de interesse espontâneo com outros, falta de reciprocidade emocional ou social (Kaplan, 1997).
As crianças apresentam comportamentos repetitivos e estereotipados e reagem de forma inflexível a mudanças de rotina.
De acordo com o DSM-IV (1995), não existe um atraso significativo na linguagem. O bom desempenho na linguahem oral, em geral, apenas aparente, uma vez que utilizam as palavras e frases de forma estereotipada e repetitiva. A linguagem é automática e pouco espontânea.
Quanto ao diagnóstico diferencial, o DSM-IV (1995) inclui o transtorno autista, o transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação e, em pacientes que se aproximam da idade adulta, transtorno da personalidade esquizóide.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O QUE SÃO PEA (Perturbações do Espectro do Autismo)?
Quando nos referimos a PEA, falamos um de conjunto de sintomas que pressupõem um desvio no curso normal de desenvolvimento, que surge antes dos três anos de idade e que se manifesta com marcadas alterações:
- na forma de relacionar-se com outras pessoas (contacto ocular, expressão facial, interesse em compartilhar, reciprocidade emocional...);
- na forma de comunicar (fraca linguagem, atraso no seu desenvolvimento, uso não comunicativo...);
- no modo de comportar-se (movimentos repetitivos, rituais, dificuldades nas mudanças de rotinas...);
A gravidade destes alterações pode ter diferentes níveis de gravidade. É importante referir que há que ter em linha de conta que a manifestação do quadro clínico é diferente segundo a idade cronólogica, podendo mesmo afirmae-se que é um transtorno evolutivo.
Considera-se que as PEA são consequência de alterações no neuro-desenvolvimento, ou seja, no desenvolvimento do sistema nervoso central, causado possivelmente por alterações multigénicas em que provavelmente estão vários genes implicados, ainda não identificados na sua totalidade.
Os indivíduos com PEA costumam melhorar com o desenvolvimento etário, havendo vários factores envolvidos na sua evolução: o seu nível cognitivo, o surgimento de linguagem oral, a gravidade do quadro de autismo, a intervenção realizada aos mais vários níveis e a implicação da família, entre muitos outros.
- na forma de relacionar-se com outras pessoas (contacto ocular, expressão facial, interesse em compartilhar, reciprocidade emocional...);
- na forma de comunicar (fraca linguagem, atraso no seu desenvolvimento, uso não comunicativo...);
- no modo de comportar-se (movimentos repetitivos, rituais, dificuldades nas mudanças de rotinas...);
A gravidade destes alterações pode ter diferentes níveis de gravidade. É importante referir que há que ter em linha de conta que a manifestação do quadro clínico é diferente segundo a idade cronólogica, podendo mesmo afirmae-se que é um transtorno evolutivo.
Considera-se que as PEA são consequência de alterações no neuro-desenvolvimento, ou seja, no desenvolvimento do sistema nervoso central, causado possivelmente por alterações multigénicas em que provavelmente estão vários genes implicados, ainda não identificados na sua totalidade.
Os indivíduos com PEA costumam melhorar com o desenvolvimento etário, havendo vários factores envolvidos na sua evolução: o seu nível cognitivo, o surgimento de linguagem oral, a gravidade do quadro de autismo, a intervenção realizada aos mais vários níveis e a implicação da família, entre muitos outros.
Bem vindos
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Este blog pertence à Unidade de Ensino Estruturado do Agrupamento de Escolas de Vila Boim.
Tem como objectivos: divulgar informação considerada pertinente sobre a temática do Autismo e partilhar informação sobre as actividades realizadas pela UEE.
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